



O
último filme da saga escrita por J.K. Rowling mereceu críticas
muito positivas do mesmo jornal que até ao ano passado criticava o
rapaz feiticeiro.
De obra perigosa, que aumenta o interesse dos jovens no oculto, até
fantástico romance que demonstra claramente a eterna luta entre o bem
e o mal. O L’Osservatore Romano deu uma cambalhota na sua apreciação
de Harry Potter, que agradará aos milhões de fãs do pequeno
aprendiz de feiticeiro.
Nos últimos anos a Igreja tinha feito notícia ao criticar severamente
os livros de Rowling, acusando-os de promover a feitiçaria e de uma
“atitude diabólica” ao caracterizar as pessoas comuns (referidas
no livro como Muggles), como seres incapazes de outra coisa que não
a maldade.
Em alternativa o L’Osservatore apontava para obras clássicas
como a trilogia do Senhor dos Anéis, escrita pelo católico J.R.R.
Tolkien, ou as Crónicas de Narnia, escritas por C.S. Lewis, como exemplos
de ficção fantástica virtuosa.
Este último filme da saga parece, contudo, ter levado a redacção
do jornal do Vaticano a mudar de ideias. O jornal nota com satisfação
que o filme revela uma clara distinção entre o bem e o mal,
e demonstra como está errado o desejo de Voldemort, o inimigo de Harry
Potter, de atingir a imortalidade pelos seus meios.